terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sua empresa tem um plano de recuperação de desastres?




Você já desejou ter uma máquina do tempo que te permitisse desfazer um evento catastrófico que aconteceu? Se você é um profissional de TI ou administrador de uma empresa que já teve uma experiência ruim com perda de informações criticas ao negócio, certamente sua resposta a essa questão foi um enfático SIM.

Infelizmente, voltar no tempo ainda é uma ficção, mas é uma analogia útil para nos fazer refletir. No mundo corporativo, não dá pra contar com a sorte e esperar que um dia a máquina do tempo seja uma realidade. A única forma de evitar paralisações do ambiente de produção é identificar e experimentar maneiras de volta-lo dentro de um período aceitável em caso de interrupções.

Sabe-se que toda empresa, independente da vertical de atuação ou tamanho, está sujeita a ocorrência de desastres em seu ambiente operacional. Nesta perspectiva, uma boa prática de rotina de backup pode minimizar o tempo de indisponibilidade de serviços e softwares.



A grande questão é: se a disponibilidade e a integridade da informação são tão importantes para a continuidade do negócio, por que grande parte das empresas brasileiras ainda não pensam em plano de recuperação de desastres quando planejam suas rotinas de backup

A adoção de procedimentos de restauração é o que garante a consistência e maior agilidade no restabelecimento da informação diante de circunstâncias inesperadas.

Obviamente, cada organização, em maior ou menor grau, estabelece a sua própria tolerância ao risco. Sendo assim, faz-se necessário pontuar que uma solução de recuperação de desastres deve cumprir o objetivo de tempo de recuperação (RTO) estimado pela organização. O RTO é definido a partir de uma análise de impacto ao negócio, onde serão consideradas questões como: o quanto de informação a empresa pode perder, em quanto tempo precisa recuperá-las e quanto, em termos financeiros, ela pode bancar se em algum momento ficar com as informações críticas ao negócio indisponíveis.

Por fim, a necessidade de mitigar riscos, evitar os impactos negativos dos mesmos e garantir a continuidade do negócio somados ao aumento considerável das informações geradas e armazenadas no dia a dia das organizações, os ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados e direcionados, são os principais motivadores para busca por soluções que reduzam ao máximo a perda e inconsistência das informações, bem como a indisponibilidade do ambiente de produção dos empreendimentos.


Sobre a Autora: Nice Lima é graduada em Sistemas da Informação. Atuou como Gerente de Contas na AIM7, desenvolvendo competências de soluções em nuvem e mobilidade.
 

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